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Biogás é alternativa econômica e sustentável na suinocultura

Biogás é alternativa econômica e sustentável na suinocultura

Fonte de energia limpa, o biogás usa resíduos orgânicos. Um dos principais ativos para produção de biogás é o esterco animal, como de suínos, o que o torna especialmente atraente para SC

Biogás é alternativa econômica e sustentável na suinocultura
Produção no Oeste catarinense

(Foto: Angélica Luersen)

Nunca se investiu tanto em fontes de energia renováveis. Afinal, enfrentamos uma grave mudança climática potencializada pela forma como produzimos energia e nossa dependência por combustíveis fósseis. Esses últimos, além do impacto ambiental, nos impactam também economicamente, pela variação constante de preço e, num futuro breve, pela diminuição de sua oferta.

Nesse cenário, o biogás representa um grande potencial como fonte de energia limpa. Ele pode ser produzido a partir de lixo doméstico orgânico, resíduos industriais de origem vegetal ou esterco de animal.

Em se tratando de esterco animal, o dejeto suíno é um dos mais usados para a produção do biogás ou biometano. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 2015, a suinocultura era a terceira maior fonte de produção de biogás no país, representando 14% do total.

Para Santa Catarina, maior produtora e exportadora de suínos do país, a proposta do biogás é excelente alternativa de energia elétrica ou térmica e para o aproveitamento dos resíduos de seus rebanhos, que se feita de maneira incorreta é altamente poluente ao meio ambiente.

A produção de biogás na conversão em energia já é muito popular em países asiáticos como China e Índia. No Brasil, os primeiros projetos com biogás aconteceram nos anos 70, mas se intensificaram a partir de 2009, tanto pelo avanço tecnológico quanto pela regulamentação da geração distribuída de energia elétrica por biogás pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso tornou a implantação do sistema de produção de biogás muito mais atraente, principalmente no campo.

De acordo com o mapa traçado em 2015 pela CiBiogás, o Brasil tinha um total de 238 plantas que utilizam tecnologia de biodigestão no setor de agropecuária. Em Santa Catarina, somente em propriedades que praticam suinocultura, eram 32 plantas.

Como funciona a produção do biogás

A biogás é feito a partir do processo de fermentação anaeróbica, ou seja, sem oxigênio. Ali a matéria orgânica (como, por exemplo, o dejeto de suínos), fermenta em um ambiente chamado biodigestor. Além do biogás, outro resultado desse processo é o biofertilizante orgânico na forma líquida.

O metano liberado no biodigestor pode ser utilizado em sua queima direta, para gerar calor. Esse processo acontece em estruturas conhecidas como flares ou queimadores. Também pode ser transformado em energia elétrica, por meio de moto-geradores. Já o biofertilizante é aproveitado nas pastagens e lavouras, diminuindo o uso de adubos químicos.

Segundo Ricardo Luis Radis Steinmetz, analista ambiental e de suínos e aves da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Concórdia, os biodigestores são projetados e construídos de acordo com o tamanho da propriedade bem como com o volume de dejetos produzidos diariamente.

— É importante conhecer o quanto do substrato é produzido no local, como exemplo os dejetos de uma granja de suínos. Mas também é fundamental saber a característica desse resíduo. O potencial de uma planta depende disso, além, claro, da demanda energética que a propriedade tem — complementa.

A Embrapa hoje acompanha a implantação de cinco projetos de planta no país. Três deles estão em Santa Catarina. A empresa também está ajudando na análise de viabilidade de uma planta para treinamento e desenvolvimento de pesquisas, juntamente com a Epagri, em Braço do Norte.

Aplicações do biogás

Como citado acima, o biogás tem duas aplicações diretas: pode ser utilizado para produzir energia térmica ou elétrica.

No primeiro caso é usado para aquecer animais, aquecer água (seja para uso doméstico ou para qualquer outro processo de produção, como lavagem dos grãos produzidos na propriedade). Claro que o gás deve ser submetido a processos de filtragem, devida alta concentração de gás sulfídrico presente nele, principalmente no biogás a partir de dejetos suínos, e que é tóxico e corrosivo.

Para produzir energia elétrica é necessário o uso de moto-geradores. Essa, claro, pode ser aplicada a tudo. Seu excedente, inclusive, pode ser comercializado com a empresa concessionária de energia do estado. Santa Catarina é o único estado, segundo a Cidasc, a ter uma legislação para a geração e revenda de energia gerada por biogás, seja na área rural como em centros urbanos, na produção de biogás com resíduos orgânicos.

Tão atrativo é a transformação do dejeto em energia que algumas pequenas propriedades de uma mesma região adotaram o aproveitamento de biogás em sistemas de condomínios. Existem quatro projetos desses no sul do país, sendo que um fica em Itapiranga, no extremo-Oeste de Santa Catarina. Assim, o biogás produzido nas diferentes granjas é canalizado por gasodutos até o ponto central, para ser transformado em eletricidade ou calor.

Para Steinmetz, o biogás é uma fonte de energia renovável que agrega muito mais valor ao meio ambiente quando comparada a outras fontes.

— O biogás tem um diferencial muito grande em comparação, por exemplo, a energia solar ou eólica. No biogás estamos tratando o resíduo, que seria desperdiçado e cujo descarte envolveria outros custos, talvez até mais elevados – explica.

Fonte: https://www.nsctotal.com.br/

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